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Dias difíceis...

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 26 de julho de 2022, Taguatinga-DF. A pandemia bagunçou a minha vida (vida=caos). Encontro-me em um momento difícil. Tentando terminar um projeto de pesquisa para o Mestrado, com algumas questões ginecológicas desagradáveis para resolver (se é que é possível), cheia de inseguranças e temor pelo que pode acontecer. Ser bolsista tem suas desvantagens. Sinto-me pressionada pela lógica produtivista e moralista da sociedade capitalista patriarcal racista. Ser mulher nessa sociedade é estar o tempo todo em alerta, especialmente, as mulheres negras, indígenas, lésbicas, e outras. O mundo, comandado majoritariamente por homens, não tem dó, pisa com força, a todo tempo tenta esmagar, moer os corpos que desobedecem suas leis e comandos. “O MUNDO É UM MOINHO”. Alô, Cartola! Sair nas ruas a qualquer hora do dia é inseguro para as mulheres. Toda vez que encontro um cara na rua meu coração gela, grita em silêncio. É um suplício.  Não sabia como iniciar esse diário, joguei um monte de ...