O machismo distorce a verdade das coisas
No alto do 3º andar, deitada a frente da janela que leva a vista ao céu, 18 de outubro, de 2025. Entrei para o basquete, nunca foi um sonho, mas até que estou gostando. Já percebi que gosto de desafios, sobretudo, daqueles que perpassam a questão de gênero. No que diz respeito a esportes, tenho vontade de fazer tudo que alguém (homem) falou em algum momento da vida ou da história que mulheres não poderia fazer ou que não era lugar de mulher. Mas não é para provar nada para ninguém, talvez seja para mim, a verdade é que gosto de desafios, se me provocar, certeza que vou dar um jeito de tentar. Bom, mesmo que hoje em dia a gente possa concordar que muita coisa mudou, mas o machismo ainda é rei. Na turma de basquete que faço parte, contando comigo, tem mais uma mulher, ela quase não vai. Isso significa que na maioria das aulas, só tem eu de mulher e vou ter que lidar sozinha com as piadinhas do tipo: “tem uma menina, vamos pegar leve”. Bom entrei sabendo dos riscos e dos desafi...