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O machismo distorce a verdade das coisas

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No alto do 3º andar, deitada a frente da janela que leva a vista ao céu, 18 de outubro, de 2025. Entrei para o basquete, nunca foi um sonho, mas até que estou gostando.  Já percebi que gosto de desafios, sobretudo, daqueles que perpassam a questão de gênero.  No que diz respeito a esportes, tenho vontade de fazer tudo que alguém (homem) falou em algum momento da vida ou da história que mulheres não poderia fazer ou que não era lugar de mulher. Mas não é para provar nada para ninguém, talvez seja para mim, a verdade é que gosto de desafios, se me provocar, certeza que vou dar um jeito de tentar. Bom, mesmo que hoje em dia a gente possa concordar que muita coisa mudou, mas o machismo ainda é rei. Na turma de basquete que faço parte, contando comigo, tem mais uma mulher, ela quase não vai. Isso significa que na maioria das aulas, só tem eu de mulher e vou ter que lidar sozinha com as piadinhas do tipo: “tem uma menina, vamos pegar leve”. Bom entrei sabendo dos riscos e dos desafi...

Medos Absurdos

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 4 de maio de 2025, em algum lugar no DF,  esparramada na cama, sem ânimo para reagir e cumprir com as obrigações. Relacionamentos são difíceis, se relacionar é muito complicado.  Tudo bem, isso não é nenhuma novidade, é que às vezes parece ainda mais difícil. Não sei como vim parar aqui.  Não sei como me meti na relação que me encontro e tampouco sei como sair dela.  É estranho, parece que estou presa em uma lama movediça, que me puxa para baixo e me prende de forma tão profunda que não consigo me mover. Muitas brigas, desconfianças, incertezas, um mix de coisas ruins, mas contínuo aqui me deixando ser engolida pela lama. Podem me perguntar, e me perguntam: por que não termina, por que aceita isso, você é isso, você é aquilo...não precisa passar por isso. Ninguém precisa! Não tenho respostas, tenho muitas dúvidas e medos absurdos.  Não é a primeira vez que me pego pensando sobre o futuro, mas que futuro? Ansiedade reina no momento.  O medo paralisa, i...

Esquivar-se do sofrimento não elimina a ansiedade...

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Em algum lugar de BSB, 12 de fevereiro, de 2025          Acordei exageradamente cedo, não havia necessidade, porém, é preciso considerar que hoje acontecerá algo importante, a ser lembrado pelo bem ou pelo mal (esperar para ver). Aí que mora o perigo, esperar, esperar, ansiedade batendo loucamente, — qual é a dela? Por que sofrer tanto, se isso não me define ou não será a única coisa que posso fazer? No mínimo estranho.         Eu tenho consciência das minhas competências e vontades de realizar projetos, trabalhos desafiadores, isso me motiva a querer continuar tentando, nesse quesito não tenho medo, mas todas às vezes, que sou colocada a prova, ao crivo de pessoas desconhecidas, que não me conhecem, que não sabem o que tive que fazer, o esforço e dedicação, fico extremamente ansiosa e apreensiva...não é o julgamento dessas pessoas que vão me dizer do que sou capaz ou do que posso fazer. A opinião das pessoas, são opiniões delas, não são...

Transporte Público - humilhação diária

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Todos os dias, de segunda a sexta, manhã e tarde, constrangimentos nos transportes públicos que roda nas Regiões Administrativas. É impressionante como as coisas não mudam, principalmente, quando se fala em transporte coletivo. Do que me lembro, desde quando cheguei a Brasília, a experiência com transporte público sempre foi péssima. Ônibus quebrados, lotados, escassez, e tantas outras coisas ruins que acontecem diariamente nesse âmbito. É lamentável as experiências submetidas a classe trabalhadora. Como cidadã e consumidora desse serviço, me sinto lesada e desrespeitada todas às vezes que subo os degraus de algum ônibus. Especialmente quando uso para ir ao trabalho. Transporte é um direito constitucional e assim deveria ser materializado.  É de responsabilidade do poder público a garantia do transporte, que seja de qualidade, haja vista que é pago com dinheiro público. Além de ser cobrado uma taxa abusiva para cada indivíduo. Pagamos caro para ser maltratados cotidianamente. Além ...

Dia chuvoso...

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  17 de novembro de 2024, de algum lugar do Riacho Fundo I. Do alto do terceiro andar, escrevo essas linhas, olhando para uma bela vista, nuvens carregadas, chuva cai sem parar, e o frio que entra pela fresta da janela me faz querer ficar na cama.  Acordei cedo, fui a academia (em pleno domingo, sim!), tomei café, tomei banho e agora me pego deitada na cama quentinha. Tenho vontade de fazer várias coisas, sair para visitar um familiar, assistir filmes o dia todo, sair para ir ao parque ecológico, ou mesmo ler um livro. No entanto, tenho coisas (trabalhos) para fazer, os quais estão acumulados. Essa dúvida cruel me rasga o peito de aflição.  O que devo fazer? Esse questionamento me persegue. Sei das minhas responsabilidades e o que deveria fazer. Mas também sei que tem outras tantas coisas que poderia estar fazendo.  Viver em um sistema produtivo que nos impõe a produção contínua, e incessante é destrutivo demais. Tudo tem que ser voltado para a produção, para ganhar ...

Expresse a sua raiva

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Em algum lugar do DF, 07 de setembro de 2024, às 10h24. Raiva, raiva, raiva, raiva, … assim começo a escrever. Na verdade, é justamente esse motivo que me leva a escrever. Essa emoção corta meu coração neste exato momento. A razão por tal acontecimento não merece fazer parte dessas linhas, não quero nomear, tampouco evidenciar, apenas expressar o que sinto. Eu me importo com os meus sentimentos, portanto, eu mereço a atenção necessária. Isso é autocuidado, ou melhor, amor-próprio. Não aceito menos que mereço, e isso significa que para estar ao meu lado, caminhar junto, precisa, primeiramente, me respeitar, saber receber um não de vez enquanto e, principalmente, precisa compreender que busco a liberdade e não aceito nenhum tipo de amarras. Que da mesma forma que cobro respeito, serei uma pessoa respeitosa e compreensiva, mas que isso não se confunda com ser "boazinha", ou aceitar qualquer coisa para estar com alguma companhia. Isso não é sobre homens, é sobre não aceitar mesqu...
 Um dia desses no Aeroporto de Brasília (8/2/2024). Uma quinta feira, mais ou menos umas 17 e 30, por ai. Estava eu sentada num desses bancos, que ficam próximos ao portão de embarque, ansiosa para chegar a minha vez de ir para a fila. A espera se fazia longa, visto que logo mais iria viajar para João Pessoa - PB. Um sonho que seria realizado dentro de algumas horas. Não fui especificamente para JP, mais ainda assim era um sonho conhecer um pedacinho do nordeste. Relembrar um pouquinho que fosse da energia que emana a terra nordestina. Ohh povo que me orgulha e enche meus olhos de satisfação de ser parte dessa gente que dorme e corda para brilhar. Voltando ao enredo inicial, quero registrar uma atitude simplória e ingênua de uma menina linda e carinhosa, além de ter sido generosa. Como dizia a pouco, estava eu sentada aguardando o grupo 5 ser chamado para formar fila, a menina (que o nome me escapa nesse momento), chegou com o irmão e sentou ao meu lado. Olhei algum tempo para ela,...