Incertezas
1 de agosto de 2022, Taguatinga-DF. Sentada na minha cama, 21h50. Pensamentos fervilham na minha cabeça. Muita coisa para fazer, para arrumar, para bagunçar, sinto que o tempo de que disponho não será suficiente... Não gosto de pensar na possibilidade de ficar doente, ainda mais se for grave. Automaticamente lembro da minha mãe e de todo o seu sofrimento. Não sei como apagar tantos anos feios, sombrios, não conseguia ver o horizonte, apenas desespero e solidão. A morte é um mistério, e uma dor sem fim para os que ficam e tem que conviver com a ausência dos seus amores. Perder o meu único amor (mãe) me fez refletir na fragilidade da vida e de como perdemos tanto tempo com coisas e pessoas fúteis, que não agregam em nada, que não se importam com o que é elementar (o Amor). Vivo em um mundo permeado por guerras, ganâncias, injustiças, sofrimento mental, miséria, violências, das mais diversas formas. Vivo em um mundo onde o desamor impera. Como sobreviver a tudo isso...