O amor estar no ar

 20 de dezembro de 2023, Taguatinga-DF 


Uma noite de sábado, mais precisamente, no dia 6 de setembro de 2022,  já passava das 22 h, estava eu num bar qualquer, com uma amiga e um amigo comemorávamos uma conquista minha, pois neste dia foi a minha qualificação. 

Após beber algumas cervejas, dançar, rir bastante, prosear, o bar que estávamos encerrou seus trabalhos. Não queríamos ir embora, tendo em vista que a noite estava apenas começando (já passava da 00 h, risos), umas colegas que conhecemos lá falou que ao lado tinha uma distribuidora que iria ficar aberta até de manhã e que lá era legal também. 

Decidimos esticar mais um pouquinho e fomos para a tal distribuidora. Eu estava tomada pela alegria de ter qualificado e por estar com pessoas que considero da minha família de alma. Cheguei ao local dançando e olhando para as pessoas que estavam no ambiente (parecia agradável, estava tocando músicas dançantes e bem divertidas, além de alguns rostos bonitos), assim que adentrei o estabelecimento avistei um homem alto, bonito, e com um sorriso expressivo. Na hora, a minha reação foi um sorriso disfarçado e um olhar fuzilante na direção do rapaz. 

Escolhemos uma mesa, pedimos umas cervejas, e ficamos ali curtindo. Não parei de olhar na direção do homem alto, de sorrisão. Passei por ele e deixei bem claro que queria beijar aquela boca. Encarei mesmo!

Depois de algumas investidas com o meu olhar, ele levantou o copo de cerveja na minha direção, abrindo a oportunidade de nos comunicar. Olhei, sorri e chamei-o para dançar. Ele me chamou para ir ao seu encontro. Não pensei duas vezes. Fui. Dançamos, trocamos algumas palavras e nos beijamos. Era tudo que eu queria. Beijá-lo. Meu plano deu certo.

Ficamos a noite toda, ou melhor, a manhã, porque já passava das 4h. 

Ele foi gentil, brincalhão e super alto astral. Se juntou a nós na nossa mesa. Em algum momento ele pediu meu contato, falei que não iria passar e que para mim era suficiente ter ficado com ele somente aquela noite. Depois de alguma insistência acabei passando. Lembro que ele falou que em três meses estaríamos namorando e rindo daquela situação. Dei muitas risas e falei que jamais.

Como o  destino gosta de pregar uma peça de vez em quando, depois de uns dois meses (não me recordo o tempo exato), cá estamos, namorando! 

(é, palavras tem poder)

Depois de algumas idas e vindas de conversas pelo Zap, de marcar encontros e desmarcar, de desistir e não querer mais, de apagar contato e depois salvar novamente. Uma bela noite, de um dia qualquer no meio da semana, deu certo. Nos encontramos num bar próximo a minha casa, ficamos pela segunda vez...depois...terceira, quarta...o pedido de namoro começou rolar logo no início. Não levei a sério. Também não pretendia namorar.

Até que, no dia 12 de novembro, na comemoração do niver da minha sobrinha, lá estávamos nós dançando, bebendo, nos divertindo muito, e o homem alto, bonito e de sorriso aberto me pede em namoro novamente, ri, pensei: por que não? Então disse sim! Sim??? Sim!!!! Com testemunhas e tudo (risos).

Confesso que foi uma surpresa para mim eu ter aceitado, em razão de há muito tempo estar solteira e gostar da condição. Não fazia parte dos meus planos, não queria voltar para a ideia de ter que dar satisfações sobre tudo que faço no cotidiano. 

Estar sendo uma experiência boa. Gosto do beijo, do abraço, dos carrinhos desajeitados, do calor produzido pela fricção dos nossos corpos, das conversas, gosto das risadas sem sentido, gosto da ideia do amor que pode surgir dessa relação. 

Chegou de repente; 

Como um furacão me arrastou, 

me engoliu em seus braços, seus beijos doces me deixaram estonteante.

Foi tudo tão rápido, tão energético, 

gosto de pensar que fui sugada por um redemoinho.

Me pegou de jeito, agora não consigo sair de dentro do espiral que me leva para cima,

me leva na direção do coração. Onde mora o amor.





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