EMOÇÕES: O QUE FAZER COM ELAS?

 6 de fevereiro de 2023, Taguatinga Norte-DF. 

Como eu lido com as minhas emoções? Uma pergunta um tanto complexa e difícil de responder.

Confesso que não faço o exercício de me observar e perceber como eu lido com tanta coisa, que muitas vezes acontece como uma avalanche. Por não ter esse hábito, talvez eu responda de forma superficial. Passei a usar a justificativa do signo para não falar sobre sentimentos e emoções. Reza a lenda de que os capricornianos são frios e não têm sentimentos. Ok. Não é verdade. A questão é o seguinte: eu sinto muito, porém não expresso abertamente, não me permito ficar vulnerável. Tenho a sensação de que as pessoas vão aproveitar da situação para fazerem maldade, então não me exponho. Finjo que está tudo bem e sigo a vida como se eu não tivesse problema, sempre a disposição da galera e me fechando para mundo. Voltando a pergunta, e tentando apresentar uma resposta plausível, eu não lido bem com as minhas emoções. O medo é algo que me assusta, pode ser da morte, pode ser da perda, de animais ou assombrações (por que não?), ou de falar em público. Fico apreensiva, me paralisa. Não consigo ser muito racional, nesses momentos. A tristeza é algo perceptível, não consigo disfarçar, até tento, mas o meu corpo me sabota e me entrega. Assim como a alegria, eu fico com um sorriso largo e faceiro. A raiva é algo que me pega de jeito, fico agressiva (não gosto de assumir isso, mas é a pura verdade). Hoje em dia consigo ter um controle maior, não quebro as coisas, fico agressiva com as palavras. Nesse quesito sou perversa, uso as palavras para machucar, ainda mais se eu estiver machucada. A confiança é algo crucial para mim, então se for quebrada, raramente alguém vai conquistá-la novamente. Infelizmente sou uma pessoa que não esquece com rapidez as coisas que me fazem, podem ser boas ou más, não esqueço com facilidade. Fico remoendo por um bom tempo, e em algum momento elas vão surgir no meio de uma conversa, discussão, enfim, sou rancorosa. O afeto, a princípio nego, meu corpo rejeita o toque de pronto, acredito que quando começo a ganhar intimidade, vou cedendo. O afeto é uma construção, é preciso que seja recíproco e sincero. Além disso, a confiança é fundamental. Para que o corpo tocado se sinta a vontade para receber e retribuir. Tenho dificuldades com o afeto ou com o deixar me afetar, durante boa parte da minha vida via como algo ruim, não me sentia merecedora dele. Pode estar relacionado a traumas. 


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