Expresse a sua raiva
Em algum lugar do DF, 07 de setembro de 2024, às 10h24.
Raiva, raiva, raiva, raiva, … assim começo a escrever. Na verdade, é justamente esse motivo que me leva a escrever. Essa emoção corta meu coração neste exato momento. A razão por tal acontecimento não merece fazer parte dessas linhas, não quero nomear, tampouco evidenciar, apenas expressar o que sinto. Eu me importo com os meus sentimentos, portanto, eu mereço a atenção necessária. Isso é autocuidado, ou melhor, amor-próprio.
Não aceito menos que mereço, e isso significa que para estar ao meu lado, caminhar junto, precisa, primeiramente, me respeitar, saber receber um não de vez enquanto e, principalmente, precisa compreender que busco a liberdade e não aceito nenhum tipo de amarras. Que da mesma forma que cobro respeito, serei uma pessoa respeitosa e compreensiva, mas que isso não se confunda com ser "boazinha", ou aceitar qualquer coisa para estar com alguma companhia. Isso não é sobre homens, é sobre não aceitar mesquinharia, mediocridade e pequenez de qualquer ser humano.
É preciso reafirmar nossos valores, nossos princípios, sonhos e quereres. É ainda mais necessário deixar transparente nossos potenciais, quem chega nas nossas vidas, têm que se adaptar e fazer com que permaneça ocupando um lugar que lhe foi permitido estar, se assim merecer.
A vida é passageira demais para perder tempo com quem não merece.
A vida é boa demais para ficar estacionada.
A vida é uma oportunidade de todos os dias fazer coisas diferentes, coisas legais, de poder apreciar o por do sol, de sentir o cheiro das rosas, de sentir o abraço de um alguém querido, de dançar, mesmo sem música, de cantar e deixar o som da voz ecoar por todos os cantos da casa, de olhar no espelho e contemplar a beleza no reflexo, é uma bela oportunidade de se abraçar e sentir pertencente a si mesma.
A brevidade da vida é um alerta para ser mais gentil consigo mesma, para bloquear o que nos faz mal, para curtir o canto dos pássaros e lembrar que o amor deve ser leve e bonito, que as dores que apertam o coração em algum momento vão se dissipar, porque tudo passa.
A raiva que sentia no início dessa escrita já está indo embora, escrever faz bem, colocar no papel, mesmo que as palavras sejam apenas jogadas, que não tenham uma ordenação, é aliviador. Cada pessoa tem a sua forma de se expressar, isso é bom, porque somos heterogêneos, somos diferentes, e não existe uma receita da vida. A vida é uma experiência única para cada ser humano.
Finalizo essa escrita dizendo que sou um oceano de emoções, sentimentos, bonitezas, uma verdadeira poesia em construção. A minha história sou eu que escrevo, e sei quando devo colocar um ponto final e um ponto e vírgula nas minhas relações. Sei o meu lugar e onde devo estar. O meu sorriso pode até incomodar, mas não vai me parar. Tenho o controle da minha vida.
Até um dia desses.

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